Dólar opera em alta com petróleo no radar e atenção à inflação dos EUA

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta nesta quarta-feira (11), avançando 0,40% por volta das 9h45, sendo negociado a R$ 5,1771. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ Os preços do petróleo voltaram a subir, enquanto bolsas ao redor do mundo registraram quedas. O movimento ocorre em meio às incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio.
Por volta das 9h40 GMT (6h40 em Brasília), o barril do WTI — referência nos Estados Unidos — avançava 5,91%, a US$ 88,38. Já o Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, cotado a US$ 92,23.
▶️ A alta ocorre após uma forte queda registrada na véspera, quando os preços do petróleo despencaram mais de 11% — a maior baixa percentual em um único dia desde 2022. O recuo veio depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã poderia terminar em breve.
▶️ Nos Estados Unidos, os investidores também acompanham a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro, indicador que mede a inflação no país.
▶️ No Brasil, a agenda inclui uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026 será divulgada nesta quarta-feira. O levantamento também avalia os efeitos recentes do Caso Master sobre a confiança no Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -1,66%;
Acumulado do mês: +0,44%;
Acumulado do ano: -6,05%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +2,28%;
Acumulado do mês: -2,83%;
Acumulado do ano: +13,85%.
Vai e vem do petróleo
Os preços do petróleo continuam abaixo do pico registrado no início da semana, quando chegaram perto de US$ 120 por barril. Naquele momento, o mercado reagia ao temor de que a guerra envolvendo o Irã pudesse se prolongar e afetar o transporte de petróleo e gás natural pelo mundo.
Essas mudanças de preço têm repercutido nos mercados financeiros. Investidores acompanham o risco de interrupções no fornecimento de energia, o que poderia pressionar ainda mais as cotações.
Na manhã desta quarta-feira, o petróleo voltou a subir.
O barril do Brent, usado como referência internacional, subia 2,6%, para US$ 89,99. Já o tipo WTI — referência nos EUA — avançava cerca de 2,8%, para US$ 85,76. Mais cedo, ambos chegaram a registrar altas superiores a 5%.
A tensão na região continua elevada. O governo dos Estados Unidos afirmou ter destruído mais de uma dúzia de embarcações iranianas que seriam usadas para lançar minas no mar.
Em resposta, o Irã declarou que pretende bloquear as exportações de petróleo na região e disse que não permitirá que “nem um único litro” seja enviado a seus inimigos.
Analistas apontam que um dos principais focos de preocupação é o Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica por onde passa uma parte relevante do petróleo transportado no mundo.
A possibilidade de ataques ou ameaças a navios que cruzam a área pode dificultar o fluxo da commodity — como é chamado o petróleo no mercado internacional.
Segundo economistas, o desafio para os governos será garantir que o petróleo continue circulando por essa rota ou por caminhos alternativos. Caso o transporte seja interrompido por um período prolongado, os preços podem voltar a subir.
Especialistas também afirmam que a liberação de reservas estratégicas — estoques mantidos por países para situações de emergência — pode ajudar a reduzir a pressão no curto prazo. Ainda assim, a medida não resolve o problema se o conflito continuar afetando o abastecimento global.
Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende liberar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE). A organização solicitou que países membros disponibilizem, ao todo, cerca de 400 milhões de barris.
Segundo o governo alemão, depois da autorização, as primeiras entregas devem levar alguns dias para começar.
Ao mesmo tempo, os EUA têm defendido a manutenção da circulação de navios pelo Estreito de Ormuz.
A guerra tem dificultado o tráfego na região, localizada na costa do Irã, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo transportado diariamente no mundo.
Mercados globais
A maioria dos mercados internacionais fecharam em alta nesta terça-feira, após dias de volatilidade ligados ao conflito no Oriente Médio. O movimento foi influenciado pela queda do preço do petróleo, que reduziu parte das preocupações com o impacto da energia mais cara sobre a economia global.
A exceção foi Wall Street, onde os três principais índices americanos fecharam com sinais mistos.
O Dow Jones caiu 0,07%, aos 47.706,51 pontos; o S&P 500 recuou 0,21%, para 6.781,48 pontos; e o Nasdaq Composite ganhou 0,01%, aos 22.697,10 pontos.
Na Europa, as bolsas fecharam em alta, acompanhando o movimento observado em outros mercados. O avanço ajudou a recuperar parte das perdas registradas nos últimos dias em meio às incertezas provocadas pela guerra.
No fechamento, o STOXX 600 subiu 1,82%, aos 605,76 pontos. Entre os principais mercados, o DAX de Frankfurt avançou 2,39%, aos 23.968,63 pontos; o FTSE 100 de Londres ganhou 1,59%, aos 10.412,24 pontos; e o CAC 40 de Paris subiu 1,79%, alcançando 8.057,36 pontos.
Na Ásia, as bolsas também encerraram o dia em alta, recuperando parte das quedas recentes.
O movimento ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o conflito no Oriente Médio poderia “acabar em breve”.
A declaração contribuiu para a recuperação de mercados que vinham acumulando perdas, como os de China e Hong Kong.
Também influenciou o cenário a decisão do governo chinês de elevar os preços máximos de gasolina e diesel, acompanhando a alta do petróleo observada após o fechamento do Estreito de Ormuz durante a escalada da guerra.
No fechamento, em Xangai, o índice SSEC subiu 0,65%, aos 4.123 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,28%, aos 4.674 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 2,17%, chegando a 25.959 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei registrou alta de 2,88%, aos 54.248 pontos.
Notas de dólar.
Murad Sezer/ Reuters
*Com informações da agência de notícias Reuters.

📰 Fonte: G1 – Ler Completa

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