O governo federal proíbe todas as bets no país
O governo federal proíbe todas as bets no país
Antes de editar a medida provisória que proíbe as bets no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não previa encerrar a atividade em seu plano de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento propunha manter mecanismos de controle de gastos excessivos com apostas on-line e ampliar o atendimento a pessoas com problemas relacionados aos jogos.
Um levantamento do g1 nos planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos 13 candidatos à Presidência mostra que sete mencionavam os jogos de apostas.
🔎 A análise se restringe aos planos de governo e não inclui declarações em entrevistas, debates ou atos de campanha.
Nos últimos dias, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro passaram a defender restrições mais amplas às bets do que as que haviam apresentado em seus planos de governo ao TSE. O programa de Lula, por exemplo, previa manter mecanismos de controle de gastos e ampliar o atendimento a pessoas afetadas pelo jogo, mas o presidente editou uma MP que proíbe a atividade por completo.
Já Flávio Bolsonaro, cujo plano falava em impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas e promover campanhas educativas, disse, na sexta-feira (25), em campanha que, se eleito, não vai permitir “cassino online, nem Tigrinho” durante seu mandato.
A MP de Lula foi anunciada nesta sexta-feira (25), a nove dias do primeiro turno. A medida prevê que os sites e aplicativos de apostas saiam do ar em 6 de outubro. Até às 23h59 do dia 5, os apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas (leia mais).
Veja abaixo o que os candidatos registraram nos planos de governo.
Lula (PT);
Flávio Bolsonaro (PL);
Augusto Cury (Avante);
Renan Santos (Missão);
Romeu Zema (Novo);
Ronaldo Caiado (PSD);
Hertz Dias (PSTU);
Edmilson Costa (PCB);
Samara Martins (UP);
Wilson Grassi (Democrata);
Pablo Marçal (PRTB);
Clariana Barão (DC);
Rui Costa Pimenta (PCO).
Lula: controle de gastos e atendimento
Lula em evento com empresários em São Paulo, nesta sexta-feira (25).
Reprodução
O programa de Lula trata das apostas em dois momentos: nas propostas de saúde e nas medidas econômicas voltadas à proteção dos consumidores.
Na área da saúde, o documento prevê ampliar os profissionais e as estratégias de atendimento a pessoas afetadas pelos jogos.
“Ampliaremos os profissionais e as estratégias voltadas às pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas”, diz o plano, na página 39.
Na parte econômica, o compromisso era manter mecanismos de controle dos gastos excessivos, junto com medidas de acompanhamento do endividamento e de responsabilidade na oferta de crédito.
“Além disso, seguiremos monitorando a evolução do endividamento das famílias e das empresas, assegurando a continuidade dos fundos garantidores, mantendo os mecanismos de controle de gastos excessivos em apostas on-line e aprimorando as regras de oferta e responsabilidade na concessão de crédito, conferindo maior proteção aos consumidores”, afirma o documento, na página 49.
O plano não propõe a proibição das bets.
Nesse sábado (26), um dia após a proibição, disse que tomou “atitude muito drástica” porque as apostas viraram “desgraça na vida das pessoas pobres”.
“Ontem tomei uma atitude muito drástica. Sei que aqui no meio tem gente endividada com bets. Porque as bets virou uma desgraça na vida das pessoas pobres. As pessoas se endividam. Filho joga escondido da mãe. Pai gasta as vezes dinheiro da alimentação das crianças pra tentar ganhar mais e perde. E vai tomando dinheiro emprestado, vai devendo e devendo. Conheci gente de 26 anos que se enforcou. Mulher que se matou”, afirmou.
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Flávio Bolsonaro: restrição ao dinheiro de programas sociais
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, faz campanha no Rio
Jornal Nacional/ Reprodução
O plano de Flávio Bolsonaro (PL) propõe impedir que recursos de programas sociais sejam usados em apostas, além de promover campanhas educativas sobre os riscos de endividamento com jogos.
“Vamos proibir o uso dos recursos dos programas sociais para apostas, porque dinheiro destinado a pôr comida na mesa não pode escoar para a casa de apostas, e promover campanhas educativas e de conscientização sobre os riscos do endividamento com jogos”, diz o texto, na página 33.
O documento também prevê ampliar a orientação financeira pela Caixa para ajudar a população a organizar o orçamento, sair do endividamento e poupar.
Em outro trecho, sobre autonomia econômica das mulheres, o plano menciona programas de orientação financeira que incluam a proteção da renda familiar diante do impacto das apostas.
Em campanha, na sexta-feira (25), Flávio disse que, caso seja eleito, vai proibir as apostas online. Segundo ele, o país vive uma epidemia de endividamento causada pelos jogos.
“Vai estar proibido o jogo do tigrinho e vai estar proibido o cassino online”, afirmou
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Caiado: regras mais rígidas e proibição de publicidade
Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD à Presidência, faz campanha em São Paulo
Jornal Nacional/ Reprodução
Ronaldo Caiado (PSD) dedica um tópico ao enfrentamento dos jogos e das apostas on-line como ameaça econômica, social e de saúde pública.
O plano propõe endurecer a regulamentação e proibir a publicidade em veículos de comunicação de massa e nas redes sociais.
“Regulamentar e endurecer as regras, com máximo rigor, dos jogos e das apostas on-line, atividade inexistente no país até 2018 e hoje associada à lavagem de dinheiro, uso de contas de terceiros, manipulação de identidades, fraudes, evasão fiscal e riscos à integridade esportiva, com proibição da publicidade em veículos de comunicação de massa e em redes sociais”, afirma o documento, na página 19.
O programa também prevê prevenção, acolhimento e tratamento do jogo compulsivo, chamado de ludopatia. No trecho sobre superendividamento, menciona a criação de um teto, mas não informa o valor nem detalha como funcionaria.
Outra proposta é a repressão às plataformas ilegais.
“Priorizar as ações do Ministério da Segurança Pública na repressão das plataformas ilegais de jogos e apostas, com trilha de inteligência financeira dedicada ao setor, mecanismos céleres de bloqueio administrativo e judicial, interrupção de fluxos financeiros, responsabilização de operadores clandestinos, combate à publicidade irregular e cooperação internacional permanente”, detalha o programa.
Na área esportiva, o texto prevê monitorar apostas e combater a manipulação de competições.
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Hertz e Edmilson: proibição e expropriação
Os programas de Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) são os únicos entre os 13 analisados que propõem expressamente proibir as bets. Ambos também defendem a expropriação de recursos ligados às empresas.
Hertz Dias, candidato à Presidência pelo PSTU, faz campanha em Pernambuco
Jornal Nacional/ Reprodução
O plano de Hertz prevê destinar o capital das bets e de seus proprietários a um fundo público de saúde para tratar a ludopatia. Também propõe impedir transações bancárias com essas empresas.
“Proibição das Bets, expropriação de seu capital e de seus proprietários e sua reversão a um fundo público de saúde para o tratamento de ludopatia, com a proibição aos bancos de realizarem transações financeiras a essas empresas”, afirma o documento, nas páginas impressas 26 e 27.
Edmilson Costa, candidato à Presidência pelo PCB, faz campanha em São Paulo
Jornal Nacional/Reprodução
No programa de Edmilson, a proposta aparece em uma frase, sem detalhamento sobre a execução:
“Proibição das BETs com a expropriação dos seus ativos.” O trecho está na página 13.
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Samara: críticas ao endividamento e ao vício
Samara Martins, candidata do partido Unidade Popular à Presidência, faz campanha em Belo Horizonte
Jornal Nacional/ Reprodução
O plano de Samara Martins (UP) critica as casas de apostas em um capítulo sobre acesso ao esporte. O documento associa as bets à perda de renda dos trabalhadores, ao endividamento e ao vício.
“Não bastasse, casas de apostas promovem um verdadeiro assalto do salário do trabalhador prometendo dinheiro fácil a quem apostar em jogos. O resultado é que milhões de pessoas estão endividadas e viciadas nas chamadas bets, um crime contra a economia popular que fica impune dado o imenso poder do capital na sociedade”, afirma o texto, na página 41.
Na sequência, o plano diz que é preciso “acabar com essa roubalheira” e democratizar o acesso ao esporte. Não apresenta, porém, uma proposta explícita de proibição ou detalha medidas de regulamentação das apostas.
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Grassi: investigação patrimonial e financiamento do esporte
Wilson Grassi, candidato à Presidência pelo Democratas, fala sobre propostas de governo
Jornal Nacional/ Reprodução
Wilson Grassi (Democrata) menciona casas de apostas nas propostas de combate ao crime organizado. O documento inclui o setor entre os alvos de investigação patrimonial.
“Prioridade de orçamento e de pessoal para investigação patrimonial: laranja, empresa de fachada, posto de combustível, transportadora, clínica, casa de apostas”, diz o plano, na página 21.
Na área esportiva, o programa discute os efeitos de redirecionar parte da arrecadação das apostas de quota fixa para fundos de segurança pública. O texto afirma que o governo precisa definir como financiar as duas áreas e remete essa discussão à negociação orçamentária do primeiro ano.
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Seis planos apresentados ao TSE não mencionam o tema
Nos documentos de Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Pablo Marçal (PRTB), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO), o g1 não encontrou menções específicas a bets, apostas on-line ou jogos de azar.
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LEIA TAMBÉM:
Bets e ‘jogo do tigrinho’ proibidos: tudo o que você precisa saber em 11 pontos
Após TSE barrar Pablo Marçal, PRTB quer Leonardo Avalanche como candidato à presidência; troca tem voto favorável de relatora
Gilberto Gil, Luisa Arraes, Caetano Veloso e mais artistas participam de campanha contra ‘jogo do tigrinho’
ASSISTA:
Tralli e Renata entrevistam Lula, candidato à reeleição pelo PT; veja íntegra
Tralli e Renata entrevistam Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL; veja íntegra
Augusto Cury (Avante) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra
Renan Santos (Missão) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra
Ronaldo Caiado (PSD) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra
Romeu Zema (Novo) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra
Candidatos à Presidência da República em 2026: Lula, Flávio, Cury, Renan, Caiado, Zema, Clariana, Edmilson, Hertz, Rui, Samara, Wilson e Avalanche
Reprodução
O governo federal proíbe todas as bets no país
Antes de editar a medida provisória que proíbe as bets no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não previa encerrar a atividade em seu plano de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento propunha manter mecanismos de controle de gastos excessivos com apostas on-line e ampliar o atendimento a pessoas com problemas relacionados aos jogos.
Um levantamento do g1 nos planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos 13 candidatos à Presidência mostra que sete mencionavam os jogos de apostas.
🔎 A análise se restringe aos planos de governo e não inclui declarações em entrevistas, debates ou atos de campanha.
Nos últimos dias, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro passaram a defender restrições mais amplas às bets do que as que haviam apresentado em seus planos de governo ao TSE. O programa de Lula, por exemplo, previa manter mecanismos de controle de gastos e ampliar o atendimento a pessoas afetadas pelo jogo, mas o presidente editou uma MP que proíbe a atividade por completo.
Já Flávio Bolsonaro, cujo plano falava em impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas e promover campanhas educativas, disse, na sexta-feira (25), em campanha que, se eleito, não vai permitir “cassino online, nem Tigrinho” durante seu mandato.
A MP de Lula foi anunciada nesta sexta-feira (25), a nove dias do primeiro turno. A medida prevê que os sites e aplicativos de apostas saiam do ar em 6 de outubro. Até às 23h59 do dia 5, os apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas (leia mais).
Veja abaixo o que os candidatos registraram nos planos de governo.
Lula (PT);
Flávio Bolsonaro (PL);
Augusto Cury (Avante);
Renan Santos (Missão);
Romeu Zema (Novo);
Ronaldo Caiado (PSD);
Hertz Dias (PSTU);
Edmilson Costa (PCB);
Samara Martins (UP);
Wilson Grassi (Democrata);
Pablo Marçal (PRTB);
Clariana Barão (DC);
Rui Costa Pimenta (PCO).
Lula: controle de gastos e atendimento
Lula em evento com empresários em São Paulo, nesta sexta-feira (25).
Reprodução
O programa de Lula trata das apostas em dois momentos: nas propostas de saúde e nas medidas econômicas voltadas à proteção dos consumidores.
Na área da saúde, o documento prevê ampliar os profissionais e as estratégias de atendimento a pessoas afetadas pelos jogos.
“Ampliaremos os profissionais e as estratégias voltadas às pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas”, diz o plano, na página 39.
Na parte econômica, o compromisso era manter mecanismos de controle dos gastos excessivos, junto com medidas de acompanhamento do endividamento e de responsabilidade na oferta de crédito.
“Além disso, seguiremos monitorando a evolução do endividamento das famílias e das empresas, assegurando a continuidade dos fundos garantidores, mantendo os mecanismos de controle de gastos excessivos em apostas on-line e aprimorando as regras de oferta e responsabilidade na concessão de crédito, conferindo maior proteção aos consumidores”, afirma o documento, na página 49.
O plano não propõe a proibição das bets.
Nesse sábado (26), um dia após a proibição, disse que tomou “atitude muito drástica” porque as apostas viraram “desgraça na vida das pessoas pobres”.
“Ontem tomei uma atitude muito drástica. Sei que aqui no meio tem gente endividada com bets. Porque as bets virou uma desgraça na vida das pessoas pobres. As pessoas se endividam. Filho joga escondido da mãe. Pai gasta as vezes dinheiro da alimentação das crianças pra tentar ganhar mais e perde. E vai tomando dinheiro emprestado, vai devendo e devendo. Conheci gente de 26 anos que se enforcou. Mulher que se matou”, afirmou.
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Flávio Bolsonaro: restrição ao dinheiro de programas sociais
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, faz campanha no Rio
Jornal Nacional/ Reprodução
O plano de Flávio Bolsonaro (PL) propõe impedir que recursos de programas sociais sejam usados em apostas, além de promover campanhas educativas sobre os riscos de endividamento com jogos.
“Vamos proibir o uso dos recursos dos programas sociais para apostas, porque dinheiro destinado a pôr comida na mesa não pode escoar para a casa de apostas, e promover campanhas educativas e de conscientização sobre os riscos do endividamento com jogos”, diz o texto, na página 33.
O documento também prevê ampliar a orientação financeira pela Caixa para ajudar a população a organizar o orçamento, sair do endividamento e poupar.
Em outro trecho, sobre autonomia econômica das mulheres, o plano menciona programas de orientação financeira que incluam a proteção da renda familiar diante do impacto das apostas.
Em campanha, na sexta-feira (25), Flávio disse que, caso seja eleito, vai proibir as apostas online. Segundo ele, o país vive uma epidemia de endividamento causada pelos jogos.
“Vai estar proibido o jogo do tigrinho e vai estar proibido o cassino online”, afirmou
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Caiado: regras mais rígidas e proibição de publicidade
Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD à Presidência, faz campanha em São Paulo
Jornal Nacional/ Reprodução
Ronaldo Caiado (PSD) dedica um tópico ao enfrentamento dos jogos e das apostas on-line como ameaça econômica, social e de saúde pública.
O plano propõe endurecer a regulamentação e proibir a publicidade em veículos de comunicação de massa e nas redes sociais.
“Regulamentar e endurecer as regras, com máximo rigor, dos jogos e das apostas on-line, atividade inexistente no país até 2018 e hoje associada à lavagem de dinheiro, uso de contas de terceiros, manipulação de identidades, fraudes, evasão fiscal e riscos à integridade esportiva, com proibição da publicidade em veículos de comunicação de massa e em redes sociais”, afirma o documento, na página 19.
O programa também prevê prevenção, acolhimento e tratamento do jogo compulsivo, chamado de ludopatia. No trecho sobre superendividamento, menciona a criação de um teto, mas não informa o valor nem detalha como funcionaria.
Outra proposta é a repressão às plataformas ilegais.
“Priorizar as ações do Ministério da Segurança Pública na repressão das plataformas ilegais de jogos e apostas, com trilha de inteligência financeira dedicada ao setor, mecanismos céleres de bloqueio administrativo e judicial, interrupção de fluxos financeiros, responsabilização de operadores clandestinos, combate à publicidade irregular e cooperação internacional permanente”, detalha o programa.
Na área esportiva, o texto prevê monitorar apostas e combater a manipulação de competições.
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Hertz e Edmilson: proibição e expropriação
Os programas de Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) são os únicos entre os 13 analisados que propõem expressamente proibir as bets. Ambos também defendem a expropriação de recursos ligados às empresas.
Hertz Dias, candidato à Presidência pelo PSTU, faz campanha em Pernambuco
Jornal Nacional/ Reprodução
O plano de Hertz prevê destinar o capital das bets e de seus proprietários a um fundo público de saúde para tratar a ludopatia. Também propõe impedir transações bancárias com essas empresas.
“Proibição das Bets, expropriação de seu capital e de seus proprietários e sua reversão a um fundo público de saúde para o tratamento de ludopatia, com a proibição aos bancos de realizarem transações financeiras a essas empresas”, afirma o documento, nas páginas impressas 26 e 27.
Edmilson Costa, candidato à Presidência pelo PCB, faz campanha em São Paulo
Jornal Nacional/Reprodução
No programa de Edmilson, a proposta aparece em uma frase, sem detalhamento sobre a execução:
“Proibição das BETs com a expropriação dos seus ativos.” O trecho está na página 13.
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Samara: críticas ao endividamento e ao vício
Samara Martins, candidata do partido Unidade Popular à Presidência, faz campanha em Belo Horizonte
Jornal Nacional/ Reprodução
O plano de Samara Martins (UP) critica as casas de apostas em um capítulo sobre acesso ao esporte. O documento associa as bets à perda de renda dos trabalhadores, ao endividamento e ao vício.
“Não bastasse, casas de apostas promovem um verdadeiro assalto do salário do trabalhador prometendo dinheiro fácil a quem apostar em jogos. O resultado é que milhões de pessoas estão endividadas e viciadas nas chamadas bets, um crime contra a economia popular que fica impune dado o imenso poder do capital na sociedade”, afirma o texto, na página 41.
Na sequência, o plano diz que é preciso “acabar com essa roubalheira” e democratizar o acesso ao esporte. Não apresenta, porém, uma proposta explícita de proibição ou detalha medidas de regulamentação das apostas.
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Grassi: investigação patrimonial e financiamento do esporte
Wilson Grassi, candidato à Presidência pelo Democratas, fala sobre propostas de governo
Jornal Nacional/ Reprodução
Wilson Grassi (Democrata) menciona casas de apostas nas propostas de combate ao crime organizado. O documento inclui o setor entre os alvos de investigação patrimonial.
“Prioridade de orçamento e de pessoal para investigação patrimonial: laranja, empresa de fachada, posto de combustível, transportadora, clínica, casa de apostas”, diz o plano, na página 21.
Na área esportiva, o programa discute os efeitos de redirecionar parte da arrecadação das apostas de quota fixa para fundos de segurança pública. O texto afirma que o governo precisa definir como financiar as duas áreas e remete essa discussão à negociação orçamentária do primeiro ano.
Voltar ao topo.
Seis planos apresentados ao TSE não mencionam o tema
Nos documentos de Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Pablo Marçal (PRTB), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO), o g1 não encontrou menções específicas a bets, apostas on-line ou jogos de azar.
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ASSISTA:
Tralli e Renata entrevistam Lula, candidato à reeleição pelo PT; veja íntegra
Tralli e Renata entrevistam Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL; veja íntegra
Augusto Cury (Avante) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra
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Candidatos à Presidência da República em 2026: Lula, Flávio, Cury, Renan, Caiado, Zema, Clariana, Edmilson, Hertz, Rui, Samara, Wilson e Avalanche
Reprodução
📰 Fonte: G1 – Ler Completa
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