Página do g1 reúne dados detalhados de todas as pesquisas Quaest e Datafolha
O índice de indecisos na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados — supera 60% nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Eleitores não citam nomes de candidatos aos governos espontaneamente na maioria dos estados.
Arte g1
Apesar de ainda elevados, os percentuais de indecisão caíram na comparação com a rodada anterior, realizada em agosto. Naquele levantamento, o maior índice de indecisos chegou a 80% em Minas Gerais. Agora, o estado tem 62% de indecisos.
Atualmente, Mato Grosso é o estado com o maior percentual de eleitores que não citam espontaneamente um candidato a governador, 65%. Em agosto, eram 78%.
Na sequência aparecem Rio Grande do Sul e Espírito Santo, ambos com 61% de indecisos. Em agosto, o percentual era de 74% nos dois estados. No Rio de Janeiro, a taxa passou de 69% para 60%.
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Em Rondônia, os indecisos representam 59% dos entrevistados, contra 65% em agosto. Goiás e Paraná registram 57% cada — os dois tinham 74% e 75%, respectivamente, na rodada anterior. Em São Paulo, o percentual caiu de 66% para 56%. No Mato Grosso do Sul, passou de 77% para 55%.
Amazonas, Pará e Tocantins completam o grupo de estados em que mais da metade dos eleitores ainda não cita espontaneamente um candidato.
No Amazonas, a indecisão caiu de 70% para 54%, mesmo percentual no Pará. Em agosto, eram 69%. No Tocantins, o percentual de indecisos caiu de 68% para 51%.
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os números refletem um cenário de menor envolvimento dos eleitores com a disputa deste ano.
“Esta é uma eleição marcada pelo desinteresse, pela apatia e pelo desengajamento. Traumatizados com a eleição de 2022, e com os conflitos que nos levaram a um nível de polarização afetiva histórico, os brasileiros enfrentaram essa eleição com menos envolvimento”, avalia o professor.
Maranhão tem metade de indecisos
Em outros 10 estados e no Distrito Federal, os percentuais de eleitores que ainda não citam espontaneamente um candidato ficam entre 50% e 36%.
No Maranhão, metade dos entrevistados está indecisa, em agosto eram 64%. Em Santa Catarina, o percentual caiu de 65% para 49%.
No Distrito Federal e no Acre, 47% dos entrevistados não citam espontaneamente um candidato. Na rodada anterior, os percentuais eram de 63% e 55%, respectivamente.
No Ceará, a indecisão passou de 53% para 45%. No Rio Grande do Norte, caiu de 57% para 43%. Paraíba e Alagoas registram 42% de indecisos — em agosto, eram 57% e 65%, respectivamente.
Eleições 2026 no Amazonas – urna eletrônica
Divulgação/TRE-AM
Na Bahia, o índice passou de 54% para 40%. Pernambuco registra 38%, ante 40% no levantamento anterior. Sergipe tem o menor percentual desse grupo: 36%. Houve uma queda de 20 pontos percentuais no estado em relação aos 56% registrados em agosto.
Nunes acredita que a tendência é o percentual de indecisos para os governos estaduais continuar caindo. “Espero ver um aumento significativo de conversas e discussões pra elevar o nível de atenção com o voto. Essa semana será decisiva”, afirma o especialista.
Roraima e Amapá têm mais decididos
Roraima e Amapá são os estados pesquisados pela Quaest com os menores percentuais de indecisos na pesquisa espontânea.
Em Roraima, o índice caiu de 40% em agosto para 22% em setembro. Na rodada anterior, os indecisos formavam o maior grupo na pesquisa espontânea, à frente individualmente dos candidatos. Agora, aparecem na terceira posição.
Movimento semelhante ocorreu no Amapá. O percentual caiu de 35% para 18%. Em agosto, eles representavam o segundo maior grupo na pesquisa espontânea; agora, ocupam a terceira posição.
📰 Fonte: G1 – Ler Completa
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