Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) identificou sinais de contaminação por microplásticos em peixes que vivem na Lagoa da Jansen, em São Luís. O estudo encontrou mais de 300 fragmentos em 16 pirapemas e associa o problema ao descarte irregular de lixo e ao saneamento precário.
A oceanógrafa Graziela Santos Leite explicou que, quando os animais aquáticos ingerem partículas plásticas, pode ocorrer bioacumulação. “Por exemplo, o peixe se alimenta de outra espécie menor do que ele, que já pode estar contaminada, gerando uma série de bioacumulação”, disse.
O estudo indica a necessidade de monitorar a presença dessas partículas na natureza e de criar medidas que evitem a entrada de plástico em ambientes aquáticos. Segundo a pesquisa, a contaminação pode causar desequilíbrio ambiental e aumentar os riscos para espécies que vivem na região.
O que dizem as autoridades?
Em nota, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) disse que executa um plano de ação no Parque Ecológico da Lagoa da Jansen, que inclui vistorias técnicas e monitoramento da qualidade da água, inclusive sobre a presença de microplásticos. A pasta informou ainda que está em andamento uma ação para integrar e fortalecer a gestão dos resíduos sólidos na região.
A Caema informou que o sistema de esgotamento de responsabilidade da companhia está em pleno funcionamento e afirmou que não existem pontos de descarte de esgoto de sua competência na Lagoa da Jansen.
A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) informou que sua atuação na Lagoa da Jansen está relacionada à operação e à manutenção do sistema de comportas da laguna, que, segundo a pasta, funciona normalmente, conforme a programação.
Microplásticos contaminam peixes na Lagoa da Jansen, aponta pesquisa da UFMA
Reprodução/ TV Mirante
📰 Fonte: G1 – Ler Completa
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