Quaest: 62% reprovam ida de Flávio Bolsonaro para os EUA, e 56% acham que ele está fugindo da Justiça
Flávio Bolsonaro desembarca em um aeroporto próximo de Miami em 28 de outubro de 2026.
REUTERS/Eva Marie Uzcategui
Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8) aponta que 56% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro deixou o país após as eleições com o objetivo de fugir da Justiça. Outros 35% avaliam que ele foi para os Estados Unidos para evitar uma perseguição política.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
➡️A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais.
Por que Flávio saiu do país?
g1
A viagem teve ampla repercussão: 89% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento da ida de Flávio aos EUA.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, este foi o maior índice de conhecimento já registrado em pesquisas recentes, superando episódios como o escândalo do Banco Master, o caso envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e a reunião de Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022.
Conhecimento da ida de Flávio Bolsonaro para os EUA.
g1
Conhecimento da Ida de Flávio para os EUA.
g1
LEIA TAMBÉM:
Quaest: 48% aprovam e 44% desaprovam governo Lula na primeira pesquisa após a eleição
Veja quais são as investigações contra Flávio Bolsonaro
Decisão certa ou errada?
Entre os entrevistados que souberam da viagem, 62% consideram que Flávio agiu de maneira errada ao deixar o Brasil. Para 29%, a decisão foi correta, enquanto 9% não souberam ou preferiram não responder.
Entre os eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro no segundo turno, 32% consideram errada a decisão. Na direita não bolsonarista, esse percentual sobe para 45%. Já entre os bolsonaristas, apenas 5% reprovam a saída.
Decisão de Flávio de ir para os Estados Unidos.
g1
Decisão de Flávio de ir para os Estados Unidos.
g1
Ida de Flávio para os EUA – identificação política.
g1
Motivos para deixar o país
A percepção de que Flávio deixou o país com o objetivo evitar uma perseguição política é mais forte entre os eleitores bolsonaristas.
Ainda assim, a direita se divide sobre as motivações do senador, inclusive entre os que votaram nele no segundo turno. Entre os independentes, apenas cerca de um terço acredita que Flávio deixou o país para evitar uma perseguição política.
Na sua opinião, por que Flávio saiu do país?
g1
Por que Flávio saiu do país.
g1
A pesquisa também avaliou a tentativa de Flávio de se autoproclamar presidente após as eleições. Segundo o levantamento, 70% dos brasileiros tomaram conhecimento do episódio.
A reação foi majoritariamente negativa: 60% consideram que ele agiu mal diante do resultado eleitoral. O percentual é superior ao registrado pela Quaest em dezembro de 2022, quando o instituto avaliou a postura de Jair Bolsonaro após a derrota nas urnas.
Flávio também levantou dúvidas sobre o resultado da eleição, atitude desaprovada por 59% dos entrevistados.
Segundo Felipe Nunes, essa rejeição reflete a percepção majoritária de que as eleições foram limpas e justas. Apenas um terço dos brasileiros acredita que houve fraude no resultado, proporção semelhante à registrada em 2022.
Resultado das eleições em 2026.
g1
Investigações no STF
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes determinar que ele entregasse seus passaportes. Ele descumpriu a ordem e entrou por terra na Argentina, de onde embarcou em um avião particular para os Estados Unidos.
O senador é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de irregularidades no financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado “Dark Horse”, e de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a casas de apostas cujo dono é Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio.
Uma das investigações apura se o senador teria usado uma casa de apostas para lavar dinheiro. Outra investiga repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção de “Dark Horse”.
Saiba mais sobre as investigações:
‘Dark Horse’
Em uma das apurações, sob relatoria do ministro André Mendonça, Flávio é investigado pela possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação mira repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção.
Saiba mais sobre o caso.
Willer Tomaz e bets
Outra investigação que tramita no STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, apura se o senador cometeu o crime de lavagem de dinheiro usando uma casa de apostas.
A Polícia Federal (PF) quebrou o sigilo telemático do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, e encontrou e-mails que apontavam que o senador foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.
A PF afirma no seu relatório que há “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”, a primeira a obter autorização estadual da Loterj, no Rio de Janeiro, para explorar apostas esportivas de cota fixa no estado.
Saiba mais sobre o caso
Casos podem permanecer no STF
O mandato de Flávio como senador termina em 2027 e, com a derrota nas urnas, ele deixará de exercer um cargo público e, por isso, não terá mais foro privilegiado em razão do mandato de senador.
🔎 O chamado foro privilegiado, tecnicamente denominado foro por prerrogativa de função, é a regra que determina que determinadas autoridades sejam investigadas e julgadas criminalmente por tribunais específicos em razão dos cargos que ocupam. No caso de senadores, crimes ligados ao exercício do mandato são analisados pelo STF.
Mesmo assim, as investigações das quais é alvo podem permanecer no STF. Isso porque, em 2025, o tribunal decidiu que, quando o crime investigado tiver sido praticado durante o exercício do cargo e estiver relacionado às funções desempenhadas pela autoridade, o foro é mantido mesmo após o fim do mandato.
REUTERS/Eva Marie Uzcategui
Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8) aponta que 56% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro deixou o país após as eleições com o objetivo de fugir da Justiça. Outros 35% avaliam que ele foi para os Estados Unidos para evitar uma perseguição política.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
➡️A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais.
Por que Flávio saiu do país?
g1
A viagem teve ampla repercussão: 89% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento da ida de Flávio aos EUA.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, este foi o maior índice de conhecimento já registrado em pesquisas recentes, superando episódios como o escândalo do Banco Master, o caso envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e a reunião de Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022.
Conhecimento da ida de Flávio Bolsonaro para os EUA.
g1
Conhecimento da Ida de Flávio para os EUA.
g1
LEIA TAMBÉM:
Quaest: 48% aprovam e 44% desaprovam governo Lula na primeira pesquisa após a eleição
Veja quais são as investigações contra Flávio Bolsonaro
Decisão certa ou errada?
Entre os entrevistados que souberam da viagem, 62% consideram que Flávio agiu de maneira errada ao deixar o Brasil. Para 29%, a decisão foi correta, enquanto 9% não souberam ou preferiram não responder.
Entre os eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro no segundo turno, 32% consideram errada a decisão. Na direita não bolsonarista, esse percentual sobe para 45%. Já entre os bolsonaristas, apenas 5% reprovam a saída.
Decisão de Flávio de ir para os Estados Unidos.
g1
Decisão de Flávio de ir para os Estados Unidos.
g1
Ida de Flávio para os EUA – identificação política.
g1
Motivos para deixar o país
A percepção de que Flávio deixou o país com o objetivo evitar uma perseguição política é mais forte entre os eleitores bolsonaristas.
Ainda assim, a direita se divide sobre as motivações do senador, inclusive entre os que votaram nele no segundo turno. Entre os independentes, apenas cerca de um terço acredita que Flávio deixou o país para evitar uma perseguição política.
Na sua opinião, por que Flávio saiu do país?
g1
Por que Flávio saiu do país.
g1
A pesquisa também avaliou a tentativa de Flávio de se autoproclamar presidente após as eleições. Segundo o levantamento, 70% dos brasileiros tomaram conhecimento do episódio.
A reação foi majoritariamente negativa: 60% consideram que ele agiu mal diante do resultado eleitoral. O percentual é superior ao registrado pela Quaest em dezembro de 2022, quando o instituto avaliou a postura de Jair Bolsonaro após a derrota nas urnas.
Flávio também levantou dúvidas sobre o resultado da eleição, atitude desaprovada por 59% dos entrevistados.
Segundo Felipe Nunes, essa rejeição reflete a percepção majoritária de que as eleições foram limpas e justas. Apenas um terço dos brasileiros acredita que houve fraude no resultado, proporção semelhante à registrada em 2022.
Resultado das eleições em 2026.
g1
Investigações no STF
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes determinar que ele entregasse seus passaportes. Ele descumpriu a ordem e entrou por terra na Argentina, de onde embarcou em um avião particular para os Estados Unidos.
O senador é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de irregularidades no financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado “Dark Horse”, e de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a casas de apostas cujo dono é Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio.
Uma das investigações apura se o senador teria usado uma casa de apostas para lavar dinheiro. Outra investiga repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção de “Dark Horse”.
Saiba mais sobre as investigações:
‘Dark Horse’
Em uma das apurações, sob relatoria do ministro André Mendonça, Flávio é investigado pela possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação mira repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção.
Saiba mais sobre o caso.
Willer Tomaz e bets
Outra investigação que tramita no STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, apura se o senador cometeu o crime de lavagem de dinheiro usando uma casa de apostas.
A Polícia Federal (PF) quebrou o sigilo telemático do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, e encontrou e-mails que apontavam que o senador foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.
A PF afirma no seu relatório que há “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”, a primeira a obter autorização estadual da Loterj, no Rio de Janeiro, para explorar apostas esportivas de cota fixa no estado.
Saiba mais sobre o caso
Casos podem permanecer no STF
O mandato de Flávio como senador termina em 2027 e, com a derrota nas urnas, ele deixará de exercer um cargo público e, por isso, não terá mais foro privilegiado em razão do mandato de senador.
🔎 O chamado foro privilegiado, tecnicamente denominado foro por prerrogativa de função, é a regra que determina que determinadas autoridades sejam investigadas e julgadas criminalmente por tribunais específicos em razão dos cargos que ocupam. No caso de senadores, crimes ligados ao exercício do mandato são analisados pelo STF.
Mesmo assim, as investigações das quais é alvo podem permanecer no STF. Isso porque, em 2025, o tribunal decidiu que, quando o crime investigado tiver sido praticado durante o exercício do cargo e estiver relacionado às funções desempenhadas pela autoridade, o foro é mantido mesmo após o fim do mandato.
📰 Fonte: G1 – Ler Completa
Share this content:



Publicar comentário